Eu sei onde você esta

… e hoje não preciso mais esperar que alguém sente do outro lado da gangorra, pois decorei o caminho da tua casa, numero de telefone, RG (de verdade) e o teu abraço. Não preciso mais contar com as milhões de possibilidades que 24 horas podem trazer. Por vezes, não preciso nem chamar que tu já está chegando pra me equilibrar na eterna gangorra que é essa vida pós-adolescência, que convenhamos, seria bem mais complicada se não tivéssemos um ao outro.

Essa nossa busca eterna pelo sentido da vida tentando compreende-la de várias maneiras, vivenciando situações e pisando em lugares que muitos não acreditam, por vezes, acaba deixando algum caco de vidro ou outro no sapato. Historiam inacabadas e outras que acabaram e feriram, mas hoje ferem menos.

Sempre fui muito egoísta com minhas manias e objetos, e pra quem ontem tinha negado dividir o fone de ouvido não compreende como te dou o lado esquerdo dos fones no ônibus – o lado da janela é sempre meu, mas quando tu faz bico eu até troco-  indo pra lugar nenhum. Lugar nenhum é simplesmente qualquer lugar pra quem não liga qual é estação do ano, a umidade relativa do ar, quem vai estar junto e a posição da lua por que, a final de contas, se a gente vai juntinho, vai bem. E amanhã a única certeza que temos é do sol nascendo mais uma vez nos dando bom dia como se dissesse ‘’ é sábado gente ‘’.

Na pele, a arte, na vida, nós.

Nós: 1° pessoa do plural, sim. Só posso conjugar se tu estiver aqui.  E não me perguntes como e o porquê disso, a menos que tenha paciência de ficar ouvindo umas boas horas de historias com todo tipo de enredo que não pode faltar.

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