Como foi seu dia?

Todavia, eu queria poder te dar aquilo que está a um bom tempo procurando, mas não sei o que é. Há uma parte de você que se mantém fechado para todo mundo, infelizmente, inclusive para mim. Você não perguntou como foi o meu dia, mas queria te contar mesmo assim. Não foi tão diferente dos outros, é verdade. Sei que não sou uma pessoa muito interessante, que sempre vai ter assunto em cima de assunto. As vezes mais folgada que tuas calças, pô…sem graça, mal feito.

Eu sei.

Mas em meio as pessoas vazias que encontrei hoje, percebi que eu, eu estava cheia, transbordando, mas cheia de você. Não um cheio da forma estúpida da coisa, era um cheio de vontade, desejo, saudade. Umas três vezes eu quis estar com você, se não for pouco perto da realidade. Tudo bem, pra não faltar com a verdade, foram umas cinco.

Eu disse que não gostava daquele teu cantor favorito, mas me peguei ouvindo uma musica dele, só para lembrar de você, só para te trazer pra perto. Porque, sabe, estava longe. De mim, do meu cheiro, de nós. Segui em frente, continuei meus afazeres diários, minhas sentenças da vida. Vi um casal na rua, enquanto voltava pra casa, um deles falava: Você não tem medo de nada? E o outro respondeu: Tenho, de cobras. Eu não me contive, e respondi também, na minha mente, pensando em você: Tenho, de te perder.

Cheguei no meu quarto, e não te vi na minha cama, já era esperado, sonhos são sonhos. Que eu sempre tenho esperanças de se realizar. Quis te buscar, quis te ter, quis chorar, quis você. Mas você sabe, era só mais um dia qualquer, como os demais. Você sabe, rotineiro, sem graça, assunto em cima de assunto, folgada como calças. Você não perguntou como foi o meu dia, mas eu quis te contar mesmo assim.

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por: Pollyana Zucchetto Cardoso

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