Clichês

Acostumei-me a sentir os olhos lacrimejarem de tristeza durante meses. Até que chegou novamente o sentimento pleno de felicidade, que de tão grande chega a vazar pelos olhos. É uma sensação que eu não mais conheço, essa de chorar rindo, de querer deixar as lágrimas caírem porque não existe motivo para escondê-las.

A felicidade tem uma voz gostosa de ouvir, que me faz enlouquecer todas as noites. Tem um hábito incrível de me fazer gargalhar por coisas mínimas e de me conhecer melhor que eu. A felicidade tem o dom de me fazer sentir melhor, de acalmar minha rajada de vento e fazer tudo se tornar apenas uma brisa. Acredito que combinamos mesmo, não acha? Duas pessoas incontroláveis que encontraram alguém para compartilhar os desejos mais secretos.

A vida correu, meu bem, e cá estamos de novo. Dessa vez, sem ninguém para atrapalhar, dará certo? Dessa vez, pós-experiências, sabendo dos objetivos que temos, será que podemos levar a diante? Eu não sei a resposta, mas eu adoraria acordar todos os dias com a certeza de que será mais uma chance para os nossos ventos se unirem e se tornarem um furacão, único, incrível e apenas nosso.

Eu, que no meio de tantos “não”, que repeti tantas vezes que estava bem sozinha, me rendi a felicidade de ser um só contigo. Eu, que ainda nego que quero me comprometer, me vejo aqui agora escrevendo coisas que sequer sei se alguém lerá, sobre alguém que foi mais. Eu havia esquecido de como era sentir-se completa. Não só por estar (quase) perdidamente apaixonada, mas por ser feliz com o que tenho. Olhando para a felicidade, agora, eu entendo. Entendo o porquê de tudo, e entendo que ela está me dando outra oportunidade. “Aproveite dessa vez”.

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